Netflix testa app para funcionar em mais de mil Androids
A Netflix tem uma dura tarefa para atender aos mais exigentes clientes. Ao lançar versões ou atualizações de software para dispositivos móveis, a companhia é obrigada a testar os aplicativos antes de efetivamente soltá-los na rede. Com o iPhone é muito fácil, porque o aparelho é igual, com o mesmo modelo para todos os usuários. O desafio mesmo fica por conta do Android e seu cenário variado de dispositivos.

Dados recentemente revelados pela Netflix mostram a complicação no desenvolvimento do cliente para Android. “Para colocar a diversidade de dispositivos em contexto, nós vemos quase mil dispositivos diferentes reproduzindo conteúdo da Netflix no Android a cada dia”, a empresa revelou em um post bastante elucidativo.
Como a Netflix faz para testar os softwares que depois vão funcionar em mais de mil Android? Eles escolheram uma variedade de aparelhos considerados principais, com os quais ficou inevitável conduzir os testes antes de liberar o aplicativo no Android Market (agora chamado de Google Play).
O dia a dia da Netflix inclui a execução dos aplicativos ainda em produção em dez celulares e quatro tablets. São os que oferecem “cobertura máxima” do mundo Android, de acordo com a companhia. Para os futuros lançamentos, eles conduzem as verificações em uma série de outros dispositivos.
Para chegar ao número ideal de aparelhos foi necessário levantar as arquiteturas utilizadas para entrega de conteúdo (se decodificação por software ou por hardware, etc.), pegar os que são top de linha e os de desempenho mais baixo (considerando também processador e memória) e detectar quais ‘sabores’ do Android são os mais usados, com exceção das versões oficiais divulgadas pelo Google (por exemplo, CyanogenMod). Por fim, a equipe da Netflix pegou os dispositivos mais utilizados pelos assinantes do serviço. Uma escolha natural.
A empresa não revelou quais são os dez aparelhos cativos, que sempre participam dos testes, mas disse que a listagem está em constante atualização porque o mercado é dinâmico.
via TechTudo.



